50% mulher e 50% homem?
Criei esse blog porque senti falta nas minhas buscas pela internet de relatos e experiências de homens bissexuais; mais difícil ainda de homens que se viam gays e agora se veem bi, como eu. Encontrei muitas, mas muitas mesmo, histórias de mulheres bissexuais, das que se descobriram novas, aos 50 ou depois de anos de casadas. Parece que pra elas é mais aceitável, aos outros, essa orientação (assunto pra outro post). Mas de homens, pouca coisa.
De forma geral, notei que além de todo o processo de se aceitar bissexual também é preciso que essa bissexualidade seja provada, aos héteros e à comunidade LGBTQIA+. Se numa escala de 100% você não gostar 50% de homem e 50% mulher, sua orientação é desconsiderada. Você é um gay indefinido, uma lésbica que não se aceita. Ou se você ficar mais com um gênero do que outro, isso também define que você é gay ou hétero, não tem meio termo.
A questão é que somente quem é bi entende que o processo não funciona dessa forma. Primeiro que não existe uma porcentagem e segundo, ao meu ver, a sexualidade é fluída. Alguém pode me chamar a atenção de todas as formas, homem ou mulher, e somente o gênero não define isso pra mim.
Percebo, sobre mim, que há épocas em que mais me atraio por mulheres, e outras por homens, e tá tudo bem. Eu acho normal sentir isso, ter essa fluídez. Não é meio a meio. Comparo isso com nossa libido quando tá variando, uma hora queremos sexo e outra não, e não tem nada errado.
Como homem bi, ficar mais com homens ou mulheres, não invalida minha bissexualidade. Penso que a preocupação está no que estou sentido, no que quero, no que é importante pra mim. O que os outros pensam sobre isso, não é problema meu.
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