Héteros: a gente fica afim mas sabe que não vai rolar

Qualquer bissexual ou gay já passou por isso: teve interesse por um hétero. Isso já aconteceu com este blogueiro.  A gente sabe que é muito frustrante porque não existe a mínima possiblidade de acontecer algo. Tentar ou insistir nem pensar; é aquele papo sobre limites, né. Mas mesmo assim pensamos, sonhamos, desejamos. E mesmo assim esperamos que todos esses sentimentos passem. E passam.

No meu caso foi o colega da minha ex-namorada, que tinha chegado de outro estado pra assumir um emprego e daí ficou uns meses num quarto subalugado até achar um canto só pra ele. Quando vi o cara, achei massa demais, mas não foi só a admiração pela beleza dele, e sim tudo que despertou no meu corpo. Eu o desejava. 

Fisicamente ele era branco, cabelo castanho claro, pelos no corpo, porte atlético; e ainda bom de papo e extremamente simpático. Ah…aquele sorriso, que vontade eu tinha de beijar ele. O fato é que ficamos próximos, saímos juntos pra mostrar a cidade, conhecer meus amigos, beber e falar de mulheres, com as quais a propósito ele fazia muito sucesso. E foi só isso.

Acabou que ele conseguiu transferência pro estado natal dele e foi embora. Perdemos a proximidade que a gente tinha, o que é normal em relação as pessoas que vem e vão na nossa vida. Gostaria que tivesse rolado algo? Sim. Mas também sabia desde o começo que nada ia acontecer. Mas foi massa a amizade, mesmo que temporária. E acho que lidei bem com isso. 

Quando a gente tem noção do que sente, de onde está e com quem, sabemos até onde podemos chegar. E conhecendo esse caminho ninguém ultrapassa a fronteira do outro. O bom é que vamos trabalhando internamente isso, e ficamos preparados pra saber como lidar nessas situações.


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