O flerte com eles e elas

Há quem diga que o flerte para quem é bissexual é mais fácil, afinal, são duas vezes mais chances de pegar alguém. Na verdade, são duas vezes mais probabilidades de levar fora (risos). Brincadeira a parte, flertar pra mim torna-se um pouco difícil porque não me sinto confortável no gueto gay, mas também não me sinto plenamente confortável no gueto hétero. É uma sensação de não pertencimento.

Mas o fato de ser difícil não me faz necessariamente ter receio de flertar. Se tem um medo que não tenho é de levar fora. Nervoso ou não, eu abordo sem coragem mesmo. Um caminho pra mim foram os aplicativos de paquera: o famoso Tinder e o que é voltado pra homens gays, o qual vocês já sabem.

Conversar não significa que vai dar certo rolar algo, seja  além de amizade ou apenas contato. O que ficou mais latente pra mim é que o processo é diferente para homens e mulheres. Com eles, se o objetivo é sexo, o papo é reto: "curte o que, local, como você é, que horas e quando". Com elas, o trato é mais lento, calmo, sereno.

Apesar de antes de me relacionar somente com homens, também ter ficado com mulheres, agora me vendo bissexual, é como se tivesse que reaprender flertar. Tudo mudou.  O que eu sabia, não sei mais. E o que eu imaginava também não existe mais. O processo de mudança passa por mim também, no sentir, no desejar e no querer.



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