Relacionamento com ela

Não acredito em amor à primeira vista. O amor, pra mim, vai surgindo no convívio, nos pequenos cuidados, nos mínimos carinhos e preocupações. Está no se importar com o outro. Antes de me assumir gay, anteriormente a me entender bi, namorei mulheres, duas na verdade. E uma delas eu amei, amei como nunca mais amei ninguém.

Ela era levemente mais velha do que eu, mas isso não importava para ambos. Era aquele tipo de amor que acredito, marcado por pequenos momentos de felicidade, porque afinal, nada é fácil no caminho de ninguém. Era um amor inocente, de não esperar nada em troca. De apenas querer o bem um do outro.

Mas sabe qual o problema de uma relação? Os outros. Quando a gente permite que eles interfiram em uma história, essa história passa não existir mais, corrói, desconstroem sentimentos que já eram para estar solidificados. Ai tudo acaba.

Decidimos terminar pelo bem um do outro, em que pese tudo não ser culpa nossa. Ou talvez foi. Quando a gente tá entorpecido de amor, às vezes ficamos cegos, porque naquele momento a pessoa com quem você está, é a mais importante dentre todos seus desejos. Mas quando esse véu cai, a verdade aparece, espinhosa e dolorida. Mas fundamental para melhor escolha.

O meu sentimento de amor ainda continua, mas não como antes. O respeito também paira. Mas esse amor, inocente, sem pressa, calmo, de decisões erradas e bobas, não vai acontecer mais. São daqueles únicos em uma vida. 

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