Uma rodada de cerveja com eles

O álcool liberta! Calma, leitor! Eu explico: não falo de embriaguez. Falo daquele ponto, quando bebemos, que gera sorrisos bobos, quando os olhos ficam cerrados, quando nos sentimos mais corajosos, quando não temos medo de ser julgados; mas de fato, ainda estamos sóbrios.

Quando chegamos nesse ponto de uma forma ampla e claro, considerando o ambiente e as pessoas, geralmente nos despimos de qualquer barreira. Não há dificuldade em estabelecer diálogo com quem é alvo do nosso desejo, manifestar nossos reais interesses e definir limites pra eles, ou não.

Nesse ponto, para os caras eu  percebo que é libertador. Com base no que vivi, claro, eles falaram pra mim dos desejos, de como seria sentir outro homem, a barba roçando o pescoço, os corpos sentindo um ao outro, a pegada, o olhar entrecruzado.  Alguns disseram que se permitiram...outros não. Já falamos aqui, meu amigo leitor, de limites né? Eles nunca podem ser ultrapassados.

Uns me disseram que fizeram por curiosidade, gostaram do que rolou, mas seria uma experiência única na vida; outros se descobriram bi, como eu, e outros realmente não gostaram e a culpa foi da bebida.

Não sou psicólogo, não tenho formação pra isso, mas sei que o caminho de opressão dos próprios desejos não é o mais fácil. Ele é solitário, escuro e com pouca perspectiva. Mas há luz para os  que querem se entender, com certeza no tempo de cada um. A bebida não é fundamental pra isso, mas beijar com um gosto leve de cerveja na boca não é ruim não.

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