Fiquei com ela...mas com ele também

Provavelmente todo cara bissexual já se deparou com isso: ter um man e uma mulher que o chamam atenção no mesmo ambiente. E isso aconteceu comigo, em uma festa, que também estavam amigos em comum. Vou lembrar aqui que meu círculo é predominantemente hétero.

‘Tão’ ligados que eu não tenho medo de levar fora, mas a abordagem com homem e mulher é diferente, vocês sabem. Cheguei nela primeiro, mas claro, fazendo a leitura de que eu teria alguma chance. Observei o que ‘tava’ bebendo, peguei duas doses e começamos conversar. Não dá pra ser óbvio, tem que saber papear. Esse lance de chegar elogiando é bacana, mas a verdade é que ela já sabe que ‘tá’ linda’. O resto é conversa. Comigo, rolou uns beijos. Foi massa.

Com ele foi mais difícil, porque é tudo velado, não é nada claro com um cara. O man chegou em outro grupo de amigos que se juntou com o que eu ‘tava’. Os caras apresentaram ele e tals, e aí rolou um papo bacana.  Ele curtiu com uma mulher lá, bonita ‘pra´caralho. Mas no final da festa voltou sozinho e descolou uma carona ‘pra’ mim. Foi aí que a oportunidade foi surgindo, uma conversa sem pretensão inicialmente, gradual com palavras de duplo sentido, e rolou uma brotheragem. Houve a construção de uma parada de confiança ali no papo. E foi isso.

O que quero dizer contando isso é que a realidade ‘pros’ caras bissexuais é essa. É um caminho que se pisa com cuidado, ainda mais ‘pra’ homens como eu, que são de boa, fora do meio. Eu curto dessa forma, me deixa confortável. Mas às vezes é cansativo lidar com isso, com a incerteza da outra pessoa, com insegurança ‘pra’ entender se os sinais que a gente recebe são interpretados corretamente.

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