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A crise dos 30

A sociedade diz pra gente: antes do 30 você deve ter uma faculdade, ao menos uma pós-graduação, uma vida financeira estável, carro, casa própria, uma família com filhos. Mas e quem não atende todas essas expectativas? Como que lida com isso? Já li depoimentos de caras, sobre o tema, frustrados com a vida que levam. Aos 30 anos, com faculdade, mas sem condições de se manter sozinho ainda. Aí estão em um emprego que paga mal, moram com os pais e o dinheiro é contado pro mês. Eles não queriam estar nessa situação. Sentem até vergonha. Aí então se comparam com colegas, principalmente dos da mesma geração, que ao ver deles, estão muito bem. E aí eles se perguntam onde foi que erraram. Pra mim, o primeiro aspecto para lidar com tudo isso é não se comparar. Mano, você precisa entender que cada pessoa tem uma realidade, percorreu vários caminhos para chegar onde está, em um tempo que é totalmente diferente do seu. Nem todo mundo passa pelas mesmas dificuldades. Além disso, outros podem t...

Bissexualidade invalidada. De novo.

“Seis” tão ligado que a bissexualidade ainda não é compreendida (quero acreditar nisso) pela maioria das pessoas. A tendência é que elas vejam um bi como uma lésbica ou um gay mal resolvido; ou ainda, que apenas usam esse termo para suavizar a orientação sexual e ser mais aceito ou aceita na sociedade. Fato é que em uma roda de conversa ontem, com amigos homens e mulheres héteros, um deles começou falar de um cara conhecido na cidade, que todos sabem que fica com homens. Mas o curioso,   disse a pessoa no papo, é o boato de que esse rapaz anda pegando mulher também. Todos riram. “Como assim, com aquela cara de viado vai ficar com mulher?”, disse um amigo. “Duvido também, não acredito que ‘funciona’ com os dois”, afirmou outra colega. Sou discreto com a minha sexualidade, não saio falando, e esses amigos do meu circulo cotidiano não sabem da minha orientação. Até porque não preciso expor também. O negócio é que mais uma vez presenciei a bissexualidade sendo invalidada. E é meio ...

Você vale o que você tem

Aprendi cedo, ainda quando criança, que nós somos o que temos de dinheiro e bens materiais. Isso é o que determina como somos vistos, como vamos ser tratados e inclusive nosso círculo de amizade. Pelo menos dois fatos me marcaram naquele tempo para que eu começasse entender que é assim que o mundo funciona. Quando eu tinha 10 anos, estava na quarta série do Ensino Fundamental. Tinha um amigo que fazíamos praticamente tudo juntos na escola, éramos bem próximos. O que mais a gente gostava era brincar com uns carrinhos de plásticos meus, estilo da hotweels hoje, deslizando eles pelas paredes, como uma corrida na horizontal. Fazíamos isso quase todos os dias. Até que um dia outro colega da turma trouxe carrinhos de metal, mas apenas dois. O então meu amigo começou a brincar com ele e se afastou de mim. Outro acontecimento foi quando eu cursava o quinto ano, tinha uns 11 anos idade. Perto da escola tinha uma quitanda de doces. Todo mundo ia lá comprar antes da aula. Um dia chamei um col...

A beleza dela me inibe

 “ Ela é linda, tão linda que eu fico com medo de chegar junto”. Essa é a fala de um amigo que está super afim de uma gata, mas tem medo até de puxar um papo com ela. O motivo: a beleza dela o inibe. Eu a conheço, ela faz parte do meu grupo de amigos. E realmente a beleza dela desconcerta qualquer um, até mesmo outras mulheres. Pense na mulher mais bonita que você acha, agora multiplica essa beleza por dez. Aí sim dá pra ter uma noção de como essa amiga é bonita. Ela até fica sem graça de tantos elogios que recebe. Vou deixar claro aqui: eu não sou um mestre em conquistar as mulheres, muito menos posso dar aulas sobre isso. Mas acredito que nessa situação, o papo despretensioso e uma abordagem educada já é um bom começo. Não acho que falar de cara da beleza dela faça efeito, porque ela sabe que é bonita. Acho que o diferente, o papo diferente, dá mais pontos. Aí meu amigo, o resto é com ela. A mulher sempre vai dar o limite de onde tu pode chegar. E tu tem que respeitar isso. Sempr...

Quando é outro cara que chega em mim

Eu não tenho um modo específico de chegar em algum cara quando tô afim. É mais um papo despretensioso mesmo. Nasce uma amizade, o desenvolvimento de uma confiança e um tempo até que algo role. Sem pressa. É porque o perfil que me atrai é o de homem totalmente fora do meio LGBT, se for não assumido melhor ainda. Eu sou discreto quanto minha sexualidade, não costumo falar sobre isso, e sou de boa com esse tema. Então, procuro semelhantes. Mas acontece deles chegarem em mim também. E o processo é praticamente o mesmo. Talvez por eu não aparentar muito minha orientação, tem aquele papo descontraído, descolado, de brothers mesmo. As vezes, se conhecer, é por amigos em comum, numa roda de amizade mesmo; ou pelas redes sociais. O que é bem difícil no meu caso, porque elas são bem restritas. Sou meio perfil low profile, quase não divulgo nada. Acho que isso também inibe os caras de uma certa forma. Geralmente os caras que chegam também são bissexuais. Alguns que conheci de vista inclusive tin...

Ela tá me ‘cozinhando’. Devo seguir?

Parece que jogo virou, parceiros. Todo cara já passou por isso. Se não, ainda vai passar. Tem aquela gata que a gente tá interessado, ela dá moral, vai dando corda, mas não deixa claro se quer ou não sair. Apenas fica ali, ‘cozinhando’ a gente. Deixando em espera, talvez como uma segunda opção. Mas o papo é reto: ao perceber isso a gente deve seguir investindo nela? É clichê vai, mas depende. Se está sendo construída uma relação bacana, que você deixa claro que tem interesse nela e ela corresponde, segue firme irmão. Porque é tudo no tempo dela. Agora, se não é correspondido, meu amigo, é hora de partir. Ela não te quer. Às vezes tá sendo educada mesmo; te enrolando até você desistir, porque tem gente que não sabe dar fora. Nós, caras, temos que ter bom senso e termos a noção do que está acontecendo. Sendo um fora, é preciso agir com maturidade. Pow, isso faz parte do jogo, que deve seguir. Pensa que o mundo ainda tem muitas outras pessoas interessantes pra serem conhecidas. Ao ...

Ela não quis a três. E aí?

Vamos falar aqui: todo cara já teve o fetiche de duas mulheres ali, sedentas pelo prazer dele (garotas, não julguem. Ainda terá um texto pra vocês). Pode acontecer separado, sem que os três tenham algum vínculo, ou casais que buscam apimentar a relação. O ponto é que desde que seja de comum acordo, não tem problema. O B.O contudo, surge quando ela não quer passar por essa experiência. Eu sei, vocês mulheres, podem entender que é demais apenas o cara ser o centro da parada. E por quê não vocês, né? O centro dessa discussão amigos, no entanto, é que se ela, a moça, não quiser, a decisão dela tem que ser respeitada. Seja ela parte de um casal ou esteja só. Manos, sem essa de forçar a parceria para algo que ela não quer. Insistir também passa a barreira do respeito e do limite dela. Ai você tem uma decisão a tomar: priorizar esse sentimento de amor e cuidado que tu tem por ela, ou ir atrás de prazer, sozinho. Mas tem que se perguntar: vale a pena trocar uma relação por algumas horas de pr...